Cheguei a casa, a minha mãe estava sozinha a ver a telenovela, estranhamente com o volume demasiado alto.
_ MÃE! baixa o som!
_Gosto de ouvir assim.
Quantas pessoas fazem o mesmo nas suas vidas? Deixam que a tv ocupe o espaço que devia ser do pensamento e do olhar interior. Tudo pelo medo que têm do silêncio e da solidão. O silêncio faz-nos pensar na nossa vida e, quando olhamos para o nosso estado de ser, facilmente entramos numa profunda solidão. É isso que todos tentamos esquecer. Não queremos sofrer, só que não percebemos que estamos a deitar fora tudo aquilo que somos verdadeiramente e a deixar-mo-nos viver numa grande ilusão.
Estou com vontade de atirar a tv pela janela. ( mas depois iria arrepender-me, portanto vou eu sair)
O que o equinócio faz as pessoas
Dei por mim a divagar, aliás a discutir com o meu eu, a questionar-me. Nunca me sentava neste sofá, durante 6 anos sentei-me sempre no cadeirão, todas as 5ª feiras, à mesma hora. Até.... te trazer comigo. Comecei então a sentar-me neste sofá. Acho que já não tenho medo deste sofá. já não me importa ( muito) quem se poderá sentar ao meu lado. Durante 6 meses foste tu que te sentaste ao meu lado. Que bem que me soube. Gostei deveras. Hoje é a última vez que me sento neste sofá. Novo sofá virá, e as memórias ficam na história. Novas serão criadas, e as nossas serão desgastadas pelo tempo. É a última vez que me sento neste sofá. A última vez que desço estas escadas. E fechei a porta.
ahh acho que vai ficar para depois
"quer a salvadeira :D
1 de Setembro de 2010 às 19:45 através de Mobile Web: "
estou com uma teoria tão enorme, que acho que a escrevesse assim a quente daria bofega. Amanhã amanhã vou discursar acerca disto-
1 de Setembro de 2010 às 19:45 através de Mobile Web: "
estou com uma teoria tão enorme, que acho que a escrevesse assim a quente daria bofega. Amanhã amanhã vou discursar acerca disto-
Quando se sente o cérebro a ser sugado pelo buraco do nariz
Ficar a falar, nem é falar porque as palavras saem desalmadamente sem qualquer conexão entre si, e a rir dos sons que fazemos, naquela felicidade que não deve ser explicada, que não tem explicação. Medir os pulsos, mãos, andar com os dedos pelos braços, pelas costas, omoplatas, ombros ( em tempos chamaram África e Oceania às manchas do meu ombro) , pela linha da cintura, fazer círculos. Ver formas. Sentir o vazio no cerebelo. É das coisas mais ridículas e fascinantes. E agora vou ali continuar com as minhas teorias, porque tive de escrever antes que me sumisse do pensamento.
Linhas e linhavos
Há uma linha que divide o possível do impossível. Do que eu gosto e do que eu não gosto. Que separa o comum do extraordinário. Do passado e do futuro. Uma linha que distingue o que ontem era felicidade e hoje... hoje é bater com a cabeça nas paredes. Do que ontem era amor e hoje é história. Tenho a dizer que a minha linha está um tanto quanto... melhor, não tenho linha e isso está a dar-me a volta ao miolo.
Fruit machine| 1st step I guess
You and me baby we ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it again now
You and me baby we ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Gettin' horny now
Vocês não sabem mas eu sei.
Agora sei como se sente o House
sem Vicodin! ( e se eu não tivesse, CV para preencher e entregar, relatórios a fazer... iria discorrer sobre esta matéria...)
sem Vicodin! ( e se eu não tivesse, CV para preencher e entregar, relatórios a fazer... iria discorrer sobre esta matéria...)
Isn't it funny to see how memories changes?
ESTOU CHEIA DE FRASES DE MICROONDAS. --' ou de ímanes de frigoríficos.
Bolha de sabão
Deixaste mais do que uma marca de cigarro.
“ all the crazy shit I did last night, those will be the best memories (…) “ E foram. E estou farta de pensar em ti. Estou cansada, não me sais do pensamento, estás em todo o lado, estás nas paredes e no mar. Parece que todos os recantos contam qualquer coisa do que um dia foi "nós". O nó na garganta tende a não desatar, e irrito-me. Irrito-me por não saber de ti, por não saber o que raio se passou, por teres desistido, ou por te teres cansado. A culpa não foi minha. Tu é que és bipolar, nunca se sabe o que se pode esperar de ti, vais do 8 ao 80, um dia gostas outro dia odeias. E mesmo assim amoro-te. E esta foi a última coisa que escrevi a pensar em ti.
PS: Detesto pessoas que escrevem sobre relações falhadas, sempre sobre o mesmo, e usam palavras gastas.
PS: Detesto pessoas que escrevem sobre relações falhadas, sempre sobre o mesmo, e usam palavras gastas.
Muito sinceramente... agora mais vale ficar quieta
"Quando duas pessoas chocam , desatam logo ao murro uma á outra. Ou então caem redondas no chão e não fazem nenhum esforço para se levantarem.Mais tarde ou mais cedo, surge um momento em que uma pessoa já não faz nenhum esforço para se levantar. É a dor imensa dos corpos, compreendes, e para isso não há cura." (No País das Ultimas Coisas- Paul Auster)
Passa a noite e o dia, sem que os sinta passar
Este estranho modo, ( o modo automático), mete piada, sem ter piada nenhuma. Antes de... do último olhar, do último suspiro, do último toque... há aquele pensamento entranhado, a tudo o que se fez, a tudo o que foi planeado. O não há volta a dar. O bombardear de planos adiados. Aquele fim de semana especial, o concerto, o jantar no dia de anos, o cinema no dia de anos...Pergunto-me quando será, talvez hoje, amanhã, talvez para a semana... Só de pensar que pode ser a última vez que a minha mão vai estar sobre a tua, o meu campo de visão deixa de ficar nítido. Deixar de te ver, e sentir as tuas mãos a brincar deliciosamente com as minhas orelhas, como só tu sabes fazer, sempre a sorrir. Agora quem não sorri sou eu, que estou neste estranho modo automático, de dizer que sim só porque sim, andar só por andar, abraçar por abraçar. E o pior de tudo é que te vejo em todo o lado, nas paredes e no mar, não me sais do pensamento. Um dia vou-me rir, e achar isto ridículo.
Tenho isto pendurado à uma semana
Exactamente à uma semana que ando com isto aqui pendurado. Estive numa daquelas festas, Equinox, mais concretamente, um bando de pessoas que se juntam no meio do nada, entenda-se no meio do mato, mais propriamente na barragem, para conviverem e libertarem o lado boa vibe que existe em cada um de nós. Na minha perspectiva parecíamos um bando de loucos a dançar à luz da lua cheia. Um grupo de pessoas armados em lobisomens, a saltar sem sentido... Ali estava eu na minha vertente bolha zen, a analisar as silhuetas de tantos desconhecidos, no meio de pessoas sem cara, perdida nas minhas divagações, faço tantas conjecturas, (normalmente esqueço-me sempre delas, ou a parte que fazia mais sentido, pelo menos naquele momento, desaparece-me da memória), porém lembro-me de ter ficado com esta ideia à uma semana atrás. Enquanto observava o reflexo da Lua, na quietude da água, e o aconchego das árvores em redor, apercebia-me que na minha mente criava montes de textos, criava, surgiam-me novas ideias a cada olhar, a cada toque na terra apareciam-me novos temas para trabalhar, novas sensações e ilustrações. Por breves momentos até parei de dançar ( agitar-me de forma estranha a que chamam dançar), ri-me das conclusões a que estava a chegar, e das perguntas que estava a começar a fazer a mim própria... Eu até quase que posso jurar que gritei EUREKA! Tive uma espécie de revelação, com um dos meus diálogos internos. Enquanto estava num processo de análise das coisas em redor, comecei a pensar, "epah isto quase que parece uma crónica do Expresso"... Realmente eu gosto de crónicas, aliás é a única coisa que leio das revistas. E se eu escrevesse crónicas? Eu gosto disso. Talvez um dia vá estudar para isso. Tenho de descobrir que curso é esse. Esta foi a minha divagação de sábado à noite. No meio de um grupo de estranhos sem cara, terei descoberto a minha cabeça?
Gozem à vontade... ( mas não à vontadinha)
Gosto de ouvir chover. Dou por mim, deitada a dormir, e oiço chover. Levanto-me de rompante para ir espreitar à janela e fico atenta a escutar os pingos que batem no chão, olho para toda a água que cai, às vezes fico feliz, outras porém dá-me para chorar.
Isto é de alguém não sei quem
Tudo o que sou é menos do que quero
Tudo o que faço não é o que eu própria espero
Sou eu mesma que a mim me desiludo
A actriz perdida do meu próprio filme mudo
Porque às vezes trocamos os papeis nas nossas terapias
"opa nao e que seja desculpa porque tu nao merecias
mas ela deve andar com a cabecinha a mil por varias coisas
e acabamos sempre por descarregar na pessoa mais proxima que normalmente e a que menos merece mas de quem nos exigimos mais e achamos que nos vai desculpar mais facilmente e tem obrigaçao de estar la
e queremos tanta coisa da outra pessoa que acabamos por ser horriveis com ela"
mas ela deve andar com a cabecinha a mil por varias coisas
e acabamos sempre por descarregar na pessoa mais proxima que normalmente e a que menos merece mas de quem nos exigimos mais e achamos que nos vai desculpar mais facilmente e tem obrigaçao de estar la
e queremos tanta coisa da outra pessoa que acabamos por ser horriveis com ela"
by fantasma da minha vida
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