Hum. tem acontecido

E se eu disser, que agarro com força o volante, porque tenho flashes de 5 ou 6 segs de quebra. De dor. Flashes. As frações de segundos que passaram violentamente por mim e me quebraram? 
O nada. Como falar-te dele?

a mais pura das verdades

Melhor ser rainha do silêncio do que escrava das palavras.

Oi?

Criança. Véspera de ser alguém. Já conseguia a sensação de não alcançar além das sensações.

sim. não. sim. não. sim sim sim. NÃAAO.

Insistir. Não esquecer, é preciso esquecer. É necessário apagar da memória. Formatar a alma...não. Continuar o assalto. Atingir o saque, é urgente insistir. Perseguir a elevação definitiva e a queda consequente. Aquela vibração, não pequena, tentadora. Descobrir o quase nada, entre o nada, abrir as revelações escondidas, porém expostas ao mundo, e fechá-las no livro. Depois... a procura do sentido, no toque do pulso, a procura do ritmo que aí passa... os olhos, ainda abertos. 

Vou ter mais que saudades, desculpa.

Não há cinzas de fantasmas. É por isso que são permanentes, eviternos - dispensados de ressuscitar, portanto - e sem plumas.

lá dos trabalhos da escola q afinal sempre completa a nossa formação de pessoas adultas

o fantasma
na teoria de Günther Anders é uma condição totalizadora: o mundo exterior é
fantasma, a realidade é fantasma e nós mesmos somos fantasmas. Fantasma é
a nova condição existencial.

Raiz tuberculosa fasciculada ou só mesmo enterrada

se o passado me parece mais uma raiz, não pode ser uma sombra, consequentemente eu arrasto é o meu fundo logo não sou tão moribunda como julgava ser.

NAAAAAO ME MOAS

"Quando o amor se acabou E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou Nos recantos do teu E o luar se apagou E a noite emudeceu O frio fundo do céu Foi descendo e ficou Mas a mágoa não mora mais em mim Já passou, desgastei, p’ra lá do fim É preciso partir É o preço do amor P’ra voltar a viver Já nem sinto o sabor A suor e pavor Do teu colo a ferver Do teu sangue de flor Já não quero saber"

Em mim há mesmo uma pele mas então não sabe nada.

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
Márcia, a pele que há em mim.
E TUDO SE TRANSFORMA

De ser EU

Nao tenho heteronimos
Enquanto umas são Marias
e outras são Lucias
Eu alterno me entre a Catarina e a Ana
(é ao contrário que consta no B.I)
E sou só uma.

REPEAT | and again

Mastigar dez vezes com convicção as palavras
reduzir as palavras a sí mesmas ajuda à compreenção.



[reprimir dez vezes, com convicção]


mas piora a intuição.

RAM REM sd card USB pen drive cd rw disquete caixa de sapatos gaveta

a memória não se anula. antes assalta ao menor pretexto.

gosto tanto de ser eu

Sou ridícula, sou do tamanho das coisas, gosto do meu tamanho sou grande, de notar que sou grande e inteira. Sou aquilo que faço e ninguém é aquilo que os outros não vêem. Vejo mal às vezes tão mal que nunca chego a ver. Problema gigante porque não reparo nas coisas, e reparar é parar duas vezes. Parar é stop e já agora por isso, não tem nada a ver, mas sou do tempo em que se comprava 4 iogurtes da yople e ofereciam 2, agora pago 5 oferta de um. Considero ridículo. 

Mais linhas de cadernos

Escrevo-o pelas linhas dos cadernos, pelas folhas soltas que apanho, a valer por todas as oportunidades perdidas. Aos olhos de toda a gente, ao sabor do ventos e à prova das tempestades. Escrito por dentro, pela força que se sente tão completamente, a valer por ser verdade. 

das linhas de caderno

Posso escrever o que sei e o que não sei, e muito mais aquilo que sinto.

Não sei, mas depois nao me digam eu avisei.


de onde emerge esta traquilidade?
que se faz urgência permanente.
sigo a pista e o que (re)encontro
são os teus olhos. não sei se
é a confirmação do destino, se é
a confirmação do engano. não sei.

Entranhas desentranhadas.

Do avesso do que é visível, andar pelo lado da cegueira. Aquela condição derradeira. 
Enjaular o medo, aço inoxidável na carne nua. A forja está apagada, na pele crua a têmpera é a frio.
O corte é a volta.

Tudo isto são alucinações de vida.

Como é complicado adormecer à beira do abismo da minha própria existência. Na escuridão do meu quarto, que por acaso é bem fluorescente, ( no meio de estrelas e estrelinhas, sinais e tabuletas ), nas profundas horas da noite dentro, oiço a minha voz " Vais deixar de existir. Não existo. Vou deixar de existir" . A noite como uma espiral descendente, que me suga, que me arruína. É fácil perder-me entre os lençóis, quando ninguém me acalma o espírito.   Garganta seca,  coração aos saltos, pulmões ásperos. Na cabeça.. na cabeça o infinito. Abro e fecho os olhos, como quem procura uma solução, uma solução no interior, no meu ser. Uma cura. Mas cá dentro só vive a doença. A minha doença. Afogo a cabeça na almofada e deixo-me desfalecer. A única solução é perder. Não importa aquilo que tenha, aquilo que hei-de ter, aquilo que porque algum dia lutei. Quando nasci não me deram alternativa. Se não morrer do mal, morro da cura. Mas disto não me escapo.