Como uma leoa defende a sua cria.

Adoro-te mãe ;)
Não devia ter ido. Embati. Agora a insónia que me causas fala ainda mais alto do que aquilo que tu gristas em frente a todos.
Fechadura do passado.
Mais ou menos assim... digamos que... :S
Há dias em que não nos apetece sair da cama, mas saímos na mesma porque fomos convidados para jantar, e nesse jantar está uma pessoa que fingimos não querer ver mas que no interior do nosso coração, bem no canto esquerdo de quem vem da direita e vira para cima no segundo entroncamentos depois da rotunda, até a desejamos ver… assim mais que tudo no mundo. (sem comentários) --'


PS. O momento anterior, de profunda .... melosidade, deve-se ao facto de amanhã ficar um ano mais velha, portanto estou assim mais sentimental... asseguro que tal não se volta a repetir.
( não te aproveites da situação)
- Posso?
- (...silêncio)
- Que fazes aqui?
- Provavelmente o mesmo que tu
- E que faço eu aqui?
- Assistes a mais um por do sol.
- Que sentes ao vê-lo?
- Saudades…
- Saudades?
- Sim isso.
- Em que pensas, estás concentrada...
- Em muita coisa, mas acima de tudo não penso, não quero pensar mas sim sentir, sentir os últimos raios de sol, o vento, a areia. Quero sentir-me.
- Sentires te???
- Sim, sentir me.
- Há muito tempo que não sentes, porque o deixas te de fazer?
- Simples, deixei .
- És feliz?
- O que é a felicidade?
- Não sabes?
- Não…
- Porque não descobres?
-Descobrir?
- Porque não?
- Um dia destes quem sabe, mas quem és tu?
- Eu?
- Pois...
- Eu não sou ninguém, sou apenas um resto do passado, que já não tem nada para dar…
- Será que não?
- Boa pergunta, que te dei eu?
- Esperança
- Esperança?
- Sim, em algo que dizes existir e que eu quero descobrir.
- E pensas que sou capaz de ensinar mais coisas?
- Eu sinto que sim.
Love is the harmony
Desire is the key
Love is the melody
Now sing it with me
Lykke Li
Adoro-te. Não consigo parar de pensar em ti. Irritas-me. Provocas-me. Mas depois. Fazes aqueles olhos ranhosos, lindos de morrer, e aquele sorriso desajeitado e eu fico ahhh. Que Paciencia. Odeio-te também --'.
Antes, desiludias-me. Agora, és uma desilusão.
Ninguém é uma ilha.

zen bollha

PENSAR NADA
FAZER NADA
SENTIR NADA

silence

Mia: Don't you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the f*** up for a minute and comfortably enjoy the silence.

-Pulp Fiction
Obrigada por tudo, coisa grande da minha vida ;)
És um bom ouvinte.

Quase q era

Quase que era perfeito se não fosse imperfeito. Odeio - o.
Principalmente este Natal. Foi....
Não sei dizer. Já nem consigo escrevê-lo.
Nada sai. Tudo fica.
Cada vez que estou naquela casa retrocedo na minha terapia. Sinto-o. Sei disso. Estou apanhada do juízo. Bem também não é para menos. Acho eu. Bem também não falei com ninguém. Mas isso é normal. Ou então não. Tenho de aprender a falar. Não consigo explicar o que aqui vai dentro mas...Que mal é pior, viver num pedaço de passado ou ir acontecendo num presente ausentes de nós mesmos? Nada do que sinto faz sentido a não ser pela certeza que me fica de saber sentir o que sinto tão intensamente. Odeio o Natal.
Fui sem vontade de ir.
Cheguei com vontade de partir.
Parti com vontade de ficar.

refresh

Obrigada pela frescura do fds, adoro-te ...
I'm back...

Aqui estou eu... na minha disciplina favorita... matemática, e em vez de números saiem letras... E ali está o prof a falar, falar... esta aula, é uma das únicas situações em que não apanho nada do que se está a falar...
Já sopro por todos os lados. Se não escrevo deixo-me dormir!
Mas que Verão... Podia enumerar todos os episódios e peripécias que certamente haveria algo que me escaparia. Tenho saudades de todas as gargalhadas. De todos e de tudo. E depois penso:
Não pertenço aqui. Não me sinto eu, não tenho liberdade para tal. Não preciso que me compreendam, basta que confiem em mim e tentem perceber que não sou, de todo, uma criança. Orgulho-me de, desde sempre, até hoje, ter feito coisas que tipos de 20 ou mais anos nunca fizeram.
Preciso apenas de um voto de confiança e de sair desta aula. Assim já ficava feliz.
terror desassossego receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo
terror desassossego receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo
terror desassossego receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo
terror receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo terror desassosego receio temor desassossego receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo
terror desassossego receio temor pavor horror pânico aflição alarme descontrolo
Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.




Espero, Sophia de Mello Breyner
Mente perigosa, a mente que revive tudo, em sonhos
Chegámos da praia. Deitadas no chão do meu quarto, de pernas para o ar, a ouvir Dido. Foste para o duche, continuei deitada.
Um barulho. Um ruído. Um carro a chegar. Espreitei. Pânico. Aperto. Petrificação. Irrompi pelo wc para te contar.Para te avisar. Arranjámo-nos. Estávamos a pentear-nos no WC, quando aqueles olhos. Muito insistiram os meus pais para eles jantarem lá. Graças a Deus que rejeitaram a oferta. Durante o jantar, mal tocávamos nos pratos, lá nos obrigávamos a comer qualquer coisita. Levantei-me, coloquei o prato na bancada. Esperei que fizesses o mesmo, uma vez que já havíamos acordado, não façlar. Mas tu falas.te.
Choro. Abraços. Saímos imediatamente e fomos ao bar local. Estavamos queimadas da praia, tinhas o top azul das riscas e eu o laranja. Incrível como me recordo dos pormenores. Mas não me lembro de tar com ninguém no bar. A minha prima ligou-me para o tlm. Ficámos largos minutos sentadas na berma do passeio a falar com ela. Voltámos para casa. Não consigo recordar mais nada, apenas o cheiro a mel que inundou a noite ( os lenços de papel eram de mel). Nunca mais chorei tanto.
Passei a noite em lágrimas.
Obrigada